terça-feira, 5 de julho de 2011

"Não há maior amor do que aquele que dá a vida pelo irmão" (Jo 15, 13 )


Estas palavras de Jesus soam forte e lembram-nos do compromisso de cristão. Verdadeiramente, ser cristão é seguir a Jesus não importa em que situação, desapegar-se de tudo o que é material, até mesmo da existência humana.
A cada dia, buscamos dar um sentido a nossa vida. São Paulo, que passou de perseguidor a apóstolo de Jesus, diz em sua carta aos Filipenses, capítulo 1, vs. 21: "para mim, o viver é Cristo". Ou seja, sua razão de viver é Cristo.
Certa vez, durante suas pregações, Jesus, falando de como morreria, disse aos seus discípulos: "Não há maior amor do que aquele que dá a vida pelo irmão" (Jo 15, 13 ). Estas palavras tomam significado ainda mais profundo depois que Jesus as põe em prática, através do sacrifício dele próprio ao Pai no calvário. Por amor a toda a humanidade, pelo perdão dos seus pecados, pela nossa redenção.
Muitas vezes, nos utilizamos de um fato para "justificar" nosso medo de seguir a Jesus: "é porque Ele é Deus, por isso suportou tudo isso" - dizemos tentando nos justificar. Entretanto, Jesus também é homem e como nós, sofreu na pele os mesmos sentimentos: o medo, a tristeza, a angústia, a indignação... Portanto, não há justificativa para não o seguirmos radicalmente.
Como Jesus, muitos homens e mulheres deram a sua vida por amor aos irmãos e irmãs mais necessitados: basta lembrarmos de D. Oscar Romero, bispo de El Salvador, morto enquanto celebrava a Santa Missa porque cometeu um "crime": amar aos irmãos, radicalmente, defendendo-os. Em 2005, a missionária americana que vivia no Brasil, Ir. Dorothy Stang foi assassinada a mando de fazendeiros da região Norte por defender os mais pobres e oprimidos. Chico Mendes foi morto por defender os seringueiros. Aqui em nosso meio, em Coreaú, no distrito de Ubaúna, Benedito Tonho foi morto por defender os agricultores. Margarida Alves foi assassinada em 1983 pelo mesmo motivo.
O que estou tentando chamar a atenção é para o fato de que, não é possível ser cristão verdadeiro e autêntico sem se importar com a realidade a nossa volta. Não posso pedir a Deus "o pão nosso de cada dia", se eu não me indignar e não tentar mudar a realidade do irmão que passa fome. Embora eu seja perseguido pelos poderosos, que os incomode, é preciso defender os que mais precisam de nós e não tem ninguém por eles. É preciso unir FÉ e VIDA, o orar e o agir. A palavra de Deus nos ensina que precisamos traduzir em obras os frutos da nossa fé: "Se eu tivesse fé a ponto de transportar montanhas e não tivesse caridade, de nada me adiantaria" (I Cor 13, 2ss). A caridade precisa ser traduzida em amor aos irmãos, amor que me leva a tomar uma decisão, a de optar preferencialmente pelos pobres, como fez Jesus: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu com a unção. Enviou-me para proclamar a Boa Nova aos pobres..." (Lc 4, 13ss). 
Vejamos o que nos diz sobre o assunto esta linda música de Cirineu Kuhn: "Pai Nosso dos Mártires"


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